TEMPO DE MUDANÇA
O papel da Comunicação Social é o de fiscalizar e escrutinar o poder.
Por isso é considerado o "quarto poder".
Dá a conhecer o mundo real, factos reais e a ajudar as pessoas a ter uma opinião fundamentada sobre o seu dia a dia.
Há anos que a comunicação social vive refém do poder político instituido e condicionada aos orçamentos financeiros.
Cada vez mais a Informação é dada com escassos meios e com a concorrência dos próprios poderes políticos que não olham a meios para gastar em comunicação (essa sem ser livre e isenta), com avenças a jornalistas ou ex. jornalistas, com publicações periódicas, que não são mais do que boletins de campanha e todos os meios que estejam ao seu alcance.
Ao invés, a comunicação social tradicional e local tem de se reinventar e criar alternativas para poder efetuar minimamente o seu serviço, porque, muitas das vezes, os órgãos de comunicação social são fundamentais para dar voz a quem mais necessita, a problemas que nunca foram resolvidos, a mostrar as tradições e histórias de pessoas e terras que ninguém conhecia, entre tantos outros atos públicos.
Mas se a comunicação social faz serviço público, já não o é para poder manter o seu afastamento e dependência económica para poder funcionar e escrutinar.
Questionar os poderes instituidos, dar informação e divulgar é cada vez mais difícil numa era em que existem muitas "fake news" e onde, fácilmente, se criam ideias muito diferentes da realidade. São os "influencers", são os "comentadores", são os "opinadores", enfim, é muito ruido que todos os dias nos aparece à frente.
As próprias mensagens políticas vindas das reuniões de Câmara, assembleias municipais, assembleias das comunidades, reuniões das comissões de Coordenação, são sempre as que nos querem dizer e não refletem as preocupações das populações. É por isso que existe a comunicação social, quer se goste mais ou menos. E aí entram as métricas que hoje em dia nos indicam o que as pessoas mais gostam de ver, do que gostam de ser informadas e do que menos gostam.
Basta verem nos exemplos que anexamos referentes às visualizações que cada tipo de artigo tem.
A mesma informação colocada em órgãos de comunicação social diferentes, suscita diferentes reações e opiniões, mesmo dos mesmos intervenientes, porque existe liberdade e também perspetivas diferentes em relação ao emissor.
É essa liberdade de exercer informação que queremos manter, mas não podemos fugir aos números que nos levam a repensar o que os nossos leitores querem ver e ler.
Por isso, a partir deste mês, o jornal em papel deixa de ser distribuido e passa a estar disponível somente on-line e com algumas públicações em papel em parceria com outros órgãos de comunicação social.
Nunca deixaremos de exercer o nosso papel isento de informar e escrutinar o poder para divulgar junto dos nossos leitores.


