Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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9 de Setembro de 2026
PRIMEIRA SESSÃO DO JULGAMENTO REALIZOU-SE ONTEM

PRIMEIRA SESSÃO DO JULGAMENTO REALIZOU-SE ONTEM

ACUSADO DE DESVIAR MILHÕES DOS BOMBEIROS DE TÁBUA NEGOU AS ACUSAÇÕES, DIZ QUE ADIANTOU VERBAS PARA SALVAR A ASSOCIAÇÃO DA INSOLVÊNCIA E QUE O PRESIDENTE SABIA DE TUDO

Na primeira sessão do julgamento que teve lugar ontem no Palácio da Justiça, em Coimbra, o antigo contabilista e tesoureiro da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tábua (AHBVT), Rui Escaroupa, negou ter desviado os cerca de 370 mil euros dos cofres da instituição.

O arguido é acusado pelo Ministério Público pelos crimes de peculato, branqueamento e falsificação de documentos.

Em tribunal, negou ter-se apoderado de verbas para contas suas, bem como ter feito depósitos de cheques e dinheiro provenientes da atividade da associação e dos seus centros de exame. Frisou que os movimentos financeiros correspondiam a um “acerto de contas” e que serviam para se ressarcir de pagamentos feitos à associação, que, ao tempo, enfrentava dificuldades financeiras, situação agravada pelos elevados montantes resultantes de processos fiscais, chegando a sublinhar que “chegamos a temer a insolvência da mesma”. Garantiu em tribunal que a então direção e o presidente tinham conhecimento desses procedimentos.

Uma alegação que suscitou algumas dúvidas da parte do presidente do tribunal que questionou Rui Escaroupa sobre a sua capacidade financeira em garantir esses adiantamentos de elevado montante. O arguido respondeu que recorreu ao pai para obter dinheiro destinado a efetuar alguns desses pagamentos.

O advogado defesa sustentou que o seu constituinte “era pau para toda a colher na associação”, frisando que a direção conhecia as dificuldades financeiras da AHBVT e não avançara soluções alternativas.

O presidente do coletivo assumiu que terá de ser feita uma análise mais completa à contabilidade da associação face à complexidade dos movimentos financeiros em causa, a natureza das transferência e, sobretudo, a origem dos rendimentos que possibililtaram a Rui Escaroupa adiantar as verbas para salvar a associação da insolvência.

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